Diogo Mainardi acumulava o ouro de Washington, o tutu do Mineirinho e os dólares do Careca

Palmério Dória

Agora, com essa história cabulosa na mesa do Gero, dá pra entender fatos que ocorreriam no início de 2010, quando Diogo Mainardi e Merval Pereira se tornaram informantes dos Estados Unidos, na pessoa do cônsul daquele país no Rio de Janeiro.

Textos publicados em 10 de março de 2011 por Conceição Oliveira e Miguel do Rosário, no blog Gonzum, mostram que Diogo e Merval embolsaram o ouro de Washington. A notícia se baseou em telegramas do site WikiLeaks.

Naquele momento, em 2010, Diogo Mainardi usava as páginas de Veja pra defender com ardor e paixão a candidatura de Aécio como vice de Serra à presidência. E municiava o pobre embaixador com informações furadas, Moleque de recado de Serra, Mainardi publicou na revista da rua do Sumidouro:

Contou ao crédulo cônsul que o governador de Minas disse a ele, no início de janeiro, que permanecia "completamente aberto" à possibilidade de concorrer como candidato a vice na chapa de Serra. Deu errado: Aécio estava era "completamente fechado" à hipótese de ser vice de Serra,
Só um cretino acreditaria nesse possibilidade. A hostilidade entre Serra e Aécio era notória. Quem não se lembra da guerra de dossiês dum contra outro e do famoso Pó Parar, governador, artigo de Mauro Chaves no Estadao, encomenda de Serra?

Mas a caixa registradora de Diogo não parava de tilintar nessas três frentes. Acumulava o ouro de Washington (se fez o serviço de graça, fica mais feio ainda), o tutu do Mineirinho e os dólares do Careca.

Diogo faturou com a lorota o quanto pôde, apesar de Aécio dizer publicamente que concorreria ao Senado. Vá mentir assim em Cingapura. Não se engana um pobre cônsul desta maneira.

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